O movimento metodista do século XVIII também enfrentou um problema comum em nossos dias: o proselitismo barato que consiste em roubar membros das outras igrejas.
Ao chegar em Grimsby, em 1º de julho de 1779, um sábado, Wesley encontrou uma pequena mostra desse comportamento.
Segundo ele, nessa e em outras regiões do reino, “esses mocetões chamados de pregadores de Lady Huntingdon têm atrapalhado bastante a obra de Deus”. Os tais “mocetões” andavam por todos os cantos misturando-se nas sociedades metodistas e confundindo as pessoas ao questionar algumas doutrinas e afirmar que a permanência na Igreja Anglicana era um erro grave e intolerável. Optavam pelo caminho mais fácil, mas não o mais ético e responsável. Eram pessoas sem coragem, capacidade ou graça para combater o diabo onde Cristo ainda não tinha sido pregado.

Não haveria problema se essa incursão no seio metodista fosse ocasional, pois é compreensível que ocorra. Mas, de acordo com Wesley, tratava-se de uma estratégia de uma sistemática muito bem organizada. Aguardava-se a entrada do metodismo em certo local, deixando a cargo dele travar a grande batalha inicial, e, quando o grupo começava a se reunir, aproximava-se suscitando contendas sobre determinadas opiniões e costumes. Em Grimsby, um desses pregadores estava lutando para dividir o pequeno grupo e pobre rebanho. Wesley sabia não haver muita coisa a fazer. O remédio era orar e alertar os líderes e pregadores para que tomassem cuidado.
José Carlos Barbosa. Adoro a sabedoria de Deus: Itinerário de John Wesley, o Cavaleiro do Senhor. Editeo, São Bernardo do Campo-SP, 2011; p. 195.
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