Pois, de fato, judeus pedem sinaise gregos buscam sabedoria (1 Coríntios 1. 22)
Outro dia, passamos a tarde dirigindo em viagem rumo ao interior de São Paulo. Durante a viagem de 300 km., passamos muito tempo olhando placas. Algumas eram anúncios facilmente ignoráveis de motéis e restaurantes à beira da estrada. Outras eram mais importantes. Uma placa que indica o limite de velocidade é importante (para mim e para aqueles poucos que levam as leis de trânsito a sério). Outra placa alertava sobre obras na via. Além disso, à medida que nos aproximávamos de autopostos, prestamos atenção às placas que indicavam o preço da gasolina.
Todos nós passamos a vida observando outros tipos de sinais: a aparição do bem-te-vi como sinal da primavera, uma sobrancelha erguida como sinal de descrença, um odor característico como sinal de que uma fralda precisa ser trocada.
À medida que você viaja pelo mundo do Novo Testamento, verá que as pessoas também procuram sinais lá. É fascinante ver a variedade de sinais que estão envolvidos na palavra grega para sinal.
“Sinal” em grego é a palavra sēmeion, que aparece mais de 75 vezes. Como em português, um sinal é algo que aponta para outra coisa mais importante. A placa da rodovia que diz “Saída” avisa que uma saída está chegando. Da mesma forma, um sēmeion no Novo Testamento é um ato ou evento que chama sua atenção para uma realidade mais importante do que o próprio sinal.
Um sēmeion pode ser uma ação ou evento comum
Judas deu um beijo em Jesus como sinal aos guardas que vieram prendê-lo (Mateus 26.48).
Paulo terminou sua epístola aos tessalonicenses com um parágrafo escrito de sua própria mão, como sinal de que era uma mensagem genuína dele (2 Tessalonicenses 3.17).
Os anjos disseram aos pastores que reconheceriam o recém-nascido Messias pelo sinal de encontrá-lo enrolado em panos de enrolar (Lucas 2.12).
Abraão recebeu a circuncisão como sinal de sua relação de aliança com Deus (Romanos 4.11).
Mas, sēmeion, frequentemente, se refere a um milagre que valida uma pessoa ou confirma uma mensagem como sobrenatural
O apóstolo Paulo observou que os judeus buscavam sinais milagrosos (1 Coríntios 1.22) e você pode ver a verdade dessa afirmação ao olhar para os Evangelhos. O Antigo Testamento contou as histórias de um Deus que abriu o Mar Vermelho, demoliu as muralhas de Jericó e fez chover fogo do céu no Monte Carmelo. Certamente o Messias faria o mesmo!
Os judeus foram até Jesus exigindo um sinal do céu, mas Ele os repreendeu por ignorarem os sinais que Deus já havia providenciado. “Vocês sabem ler os sinais para uma tempestade iminente ou bom tempo, mas estão perdendo os sinais dos tempos” (Mateus 16.1-3).
Ele nunca disse que sinais milagrosos eram irrelevantes. Na verdade, o Evangelho de João é estruturado em torno de uma série de “sinais” que demonstravam quem Jesus realmente era.
Transformar água em vinho foi o “início dos sinais que Jesus fez…” e Seus discípulos acreditaram nele” (João 2.11). A cura do filho de um oficial real é descrita como “um segundo sinal que Jesus realizou” (João 4.54). À medida que você avança pelo Evangelho de João, você lê um sinal após o outro até que o autor resume todo o relato:
Por isso, muitos outros sinais que Jesus também realizou na presença dos discípulos, que não estão escritos neste livro, mas esses [sinais] foram escritos para que vocês acreditem que Jesus é Cristo, o Filho de Deus, e que, crendo, possam ter vida em Seu nome (João 20.30-31).
É importante prestar atenção aos sinais que Deus fornece, sejam eles tão rotineiros quanto uma conclusão manuscrita de uma carta ou tão espetaculares quanto as “maravilhas e grandes obras” que Paulo identificou como os “sinais de um apóstolo” em 2 Coríntios 12.12. Siga os sinais e você encontrará o que procura!
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